A utilização gerencial da análise do Ponto de Equilíbrio e a alavancagem operacional - PARTE 2

26/05/2010

Examinando os efeitos da alavancagem operacional

O efeito alavancagem é relacionado com custos fixos da empresa, custos esses que podem se constituir em risco para o seu negócio. A alavancagem operacional mede esse risco operacional. Uma alavancagem operacional elevada determina as alterações a serem causadas no lucro devido a uma mudança nos volumes de vendas. 
 
Quando vários graus elevados de alavancagem operacional são combinados com produtos de procura elástica também elevados (procura elástica é aquela na qual o consumidor pode escolher um outro produto, de outro fabricante, com preço menor e que lhe forneça a mesma satisfação), a flutuação nos lucros poderá ser significativa. 
 
O impacto da alavancagem operacional diminui com o crescimento das vendas acima do Ponto de Equilíbrio porque as bases em que se apoiam para o aumento dos lucros são progressivamente maiores. Nesse ponto, a absorção dos custos fixos é maior e recomenda-se uma análise da relação entre as vendas e o Ponto de Equilíbrio, o que permitirá à empresa uma maior estabilidade se os volumes permanecerem altos. 
 
Cuidados especiais devem ser tomados neste ponto. Se o Ponto de Equilíbrio é elevado, a empresa pode estar vulnerável a possíveis declínios na economia. A estrutura de custos fixos da empresa afeta os lucros conforme ocorrem alterações nos volumes de vendas. Se a empresa possuir uma elevada alavancagem operacional, existe um risco maior devido exatamente a esses custos fixos que não podem ser reduzidos com a queda do volume de vendas. 
 
A partir desse ponto, a análise deve ser dirigida para a estrutura dos custos variáveis, considerando que do ponto de vista dos custos fixos ela está encerrada.

 
A seguir, alguns índices que quando calculados ajudam a entender os índices das variações da alavancagem operacional:
  a) % do custo fixo sobre o custo total;
  b) % do aumento no lucro operacional em relação à % de aumento das vendas líquidas;
  c) % de lucro líquido sobre o custo fixo total.


 
Quando existe um aumento nos índices das letras "a" e "b" e uma redução no índice da letra "c", existe uma indicação que os custos fixos são elevados, afetando a rentabilidade da empresa.

 
Outras duas comparações bastantes usuais são:
  a) % do custo fixo sobre o custo variável; e
  b) Ponto de Equilíbrio em relação às vendas.


 
Exemplo do cálculo da alavancagem operacional assumindo os seguintes dados:

Preço de venda
 
R$ 29,00
 
Custo variável
 
R$ 9,00
 
Custo fixo
 
R$ 30.000,00
 
Volume (unidades)
 
8.000
 


 
O grau de alavancagem operacional é efetuado como segue:

(preço de venda - custo variável) x (volume) / (preço de venda - custo variável) x (volume) - custo fixo
 


 
Ou seja:

(R$ 29,00 - R$ 9,00) x 8.000 / (R$ 29,00 - R$ 9,00) x 8.000 - R$ 30.000,00 =
 
R$ 160.000,00 / R$ 130.000,00 = 1,23 (arredondado)
 


 
Esse resultado indica que, se as vendas crescerem 10%, o lucro líquido crescerá 1,23 vezes esse valor ou 12,3%.

 

 
Conclusão

Naturalmente, como qualquer outro recurso administrativo, a aplicação gerencial dos Pontos e das Receitas de Equilíbrio apresenta limitações, as quais decorrem, principalmente, de algumas hipóteses simplificadoras em que se baseiam os procedimentos utilizados para sua determinação. Entretanto, devemos acentuar, desde já, que, apesar de tais limitações, as análises de Receitas e Ponto de Equilíbrio persistem como importante ferramenta gerencial, abreviando o tempo necessário para a tomada de decisões para as quais a precisão absoluta dos dados de suporte seja dispensável. O impacto dos custos fixos na estrutura de custos deve também ser considerado na avaliação dos riscos operacionais da empresa.

 



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